quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Gunpowder Men

Pedro Diogo Pires, nascido em Luanda em 1973, é uma das caras da Arte Portuguesa. Licenciado em Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, esteve pela primeira vez em Atenas em 2004 a fazer Erasmus na Anotati Scholi Kalon Texnon. Não era senão lógico que escolhesse esta cidade tão familiar como palco da sua primeira exposição internacional. O seu trabalho foca-se maioritariamente em escultura; porém, esta exposição gira à volta da pólvora e dos efeitos produzidos no papel quando esta é ardida.

A exposição tem lugar na Designer's Dot Gallery, perto de Ayios Ioannou, e a vernissage foi hoje, com o apoio da Associação de Portugueses na Grécia que fez o favor de enviar convites aos expatriados todos para virem conhecer o trabalho do Pedro. Nós já chegámos um pouco atrasados portanto apanhámos a abertura já no final mas mesmo assim deu para ver os desenhos calmamente e falar com o "protagonista" da noite e com a namorada. Os dois super simpáticos e muito entusiásticos em relação ao trabalho dele, às exposições já exibidas e aos projectos para o futuro. Recomendo vivamente que visitem o site dele para pelo menos ficarem com uma ideia do que se trata (http://www.pedropires.pt/).

E parabéns Pedro! A exposição está fantástica! Os desejos do maior sucesso!



"O meu trabalho sobre papel envolve sempre uma acção tridimensional sobre a folha, uma acção que em parte não é controlada por mim e que se propaga em diferentes direcções, numa dessas direcções está o papel. Interessa-me encontrar matérias, materiais e maquinas, que tenham funções especificas e simbólicas, para depois as fazer agir sobre o papel.
Nestes desenhos uso pólvora e fogo como medium para obter formas antropomórficas. Nos instantes em que a pólvora arde sobre o papel, as duas matérias reagem de modo autonomo originando formas que não posso prever plenamente.
A pólvora tem um caracter destrutivo sobre o Homem que é o seu próprio criador. Nestas obras interessa-me construir formas humanas em vez de as destruir, tal como me interessa o aspecto acidental da construção dos desenhos, como se a matéria tivesse escolha própria no delinear da forma final.
"

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