quarta-feira, 30 de julho de 2008

Turismo mas Pouco

Semana de descanso absoluto! Acordar sem horas, andar por casa, almoçar às 16h com o Raul e o chefe dele (eu bem digo que o senhor é uma moca!), passear pelas imediações, ir ao centro para jantar, muito turismo e poucas preocupações! Siga sigaaaaa, que é como quem diz, com muita calma! Aqui na Grécia vive-se sem stress! Ontem ainda tentei fazer algum turismo útil mas acabei por ser levada por um impulso consumista e resolvi que andar às compras era muito mais giro! Resultado: hoje quando o desgraçado do Raul saiu do trabalho, foi arrastado para uma sessão de turismo intensiva para conhecer Thessaloniki de uma ponta à outra. Ora bem, trincámos uma sandoca às 17h e sentámos-nos para jantar às 21h30. Nestas quatro horas e tal não parámos de andar e visitámos tudo o que havia para visitar. Claro que é exagero dizer que vimos tudo mas conseguimos cobrir grande parte dos pontinhos assinalados no mapa! O ícone mais conhecido da cidade é a Torre Branca e a estátua de Alexandre, O Grande, junto à Marginal. Também na Marginal, encontram-se vários cafés e restaurantes e uns barcos bacaníssimos onde podemos dar uma volta e só pagar o que consumimos! Estes gregos tratam-se bem, não haja dúvida!! =)


Torre Branca e estátua de Alexandre, O Grande

Ayios Nikolaos Orphanos e Arco de Galerius

Amanhã partimos para Chalkidiki, a zona de praias mais conhecida do norte da Grécia. É composta por 3 pernas e as duas primeiras são só praias e pequenas vilas: Kassandra e Sithonia. A terceira é Monte Athos mas dessa não vos posso fazer nenhum relato uma vez que foi visitada pela Virgem Maria e a Senhora decidiu que mais nenhuma mulher lá podia entrar. Mesmo sendo homem, são precisos uma data de procedimentos para se ter autorização para entrar. É habitada por monges e 20 dos 40 mosteiros existentes continuam activos. Pelo que li, Athos é muito conhecido e continua a manter o espírito de 1800 e troca o passo. Parece é que vou ter de me contentar com a praia!

domingo, 27 de julho de 2008

Chegada a Thessaloniki

Já arranjei maneira de lidar com a partida do C11: entrei em negação!! Ainda não me decidi se ele está em Atenas e eu é que vim passar uns dias a Salónica ou se foi ele que foi passar umas férias a Portugal! De qualquer das maneiras, sinto-me muito mais alividada! Imaginem que o Contacto dele tinha acabado e ele tinha ido de vez para Portugal?!?!? Livraaaaaa!

Cheguei a Thessaloniki (ou Salónica) por volta do meio-dia e o Raul (C12) já lá estava à minha espera com o Spyros (o Chefe). Primeiro pensamento quando o vi: bem, apanhei o comboio certo, na direcção suposta, saí na estação correcta e até consegui dar com a saída. Nada mal miúda;)
O chefe dele é uma moca! Não faço ideia que idade terá mas parece que tem a nossa. Adoptou o Raul como filho e trata de tudo por ele. Primeiro vai-me buscar às estação e deixa-nos em casa. Dá-nos algum tempo para almoçar e dar uma volta ali por perto e apanha-nos para nos ir por a Perea, a Costa da Caparica cá do sítio. Lindo!

Tarde toda a vegetar, adormecer no paraíso e acordar no meio de uma tempestade. Literalmente! De um momento para o outro levanta-se uma ventania, começa a chover, trovões, relâmpagos, tudo o que uma tempestade tem direito! Desta vez não houve Spyros que nos salvasse e tivemos de ir apanhar o autocarro com molha e tudo! Quando o autocarro finalmente chega, parecemos dois pintos a pingar. Entramos no autocarro. A máquina dos bilhetes fica-me com uma moeda de 2€ quando o bilhete custa 0,60€ (aqui até as máquinas são programadas para nos roubar!!). Continua a chover, não só lá fora como também dentro do autocarro. Mais precisamente, em cima de mim!! Chegamos à rua do Raul (ou o que nós achávamos ser...). Percebemos que estamos perdidos. Andamos kms para trás e para a frente e toda a gente nos dá indicações contrárias. Ai Mr. Spyros, onde é que anda?? Para melhorar a nossa figura (encharcados até aos ossos, a arrastar as toalhas de praia e de chinelinho no dedo), dois dos amigos gregos a quem pedimos indicações resolveram comprar-nos cerveja! Ainda tentámos dizer que não mas os senhores (bêbados, obviamente) ficaram todos ofendidos e não descansaram enquanto não nos viram a beber. Ora saúdinha para vocês também!

Ao fim de sei lá eu quanto tempo conseguimos encontrar a Makedonia Street, n.º 119 e cá estamos a prepararmos-nos para ir jantar ao centro. Espera-se uma noite mais calma e menos paranormal!!

C11, O Fixolas

Aviso à navegação: este post não tem nada de turístico portanto se quiserem saber novidades das ilhas gregas voltem daqui a 2 dias que eu vou tentar postar as viagens a Lefkada e a Milos. Este post é um bocado melodramático mas quem me conhece sabe que eu sou mesmo assim e não há volta a dar. Quem tiver paciência, que me leia.
Escrevo já a caminho de Salónica e acabei de deixar o C11 no aeroporto. O Contacto dele acabou hoje. Aficcionadíssimo do Benfica, maluquinho da bola e do desporto em geral, foi a pessoa que me recebeu em Atenas, com quem fiquei estas primeiras semanas, que me apresentou a toda a gente que conheço actualmente e foi o responsável pela minha iniciação às Ilhas Gregas. Apesar de termos de o aturar novamente em Setembro de férias, não deixa de ser estranho vê-lo partir. Fica aqui um gigante obrigada por tudo e a honrada promessa de continuar o árduo trabalho por ele começado. Espero somente conseguir chegar ao final do meu Contacto com metade das experiências que ele teve.
Agora é a sério, estou por minha conta.


sábado, 26 de julho de 2008

Cs em Milos

São 5h00 do dia 22 de Julho. O despertador está a tocar e só consigo pensar que ainda mal dormitei meia hora e já tenho de me levantar outra vez. Dormir deve ser uma coisa tão boa, tenho de experimentar fazer isso um dia destes.. Mas não agora! Acordar atrasada, pegar nas tralhas à pressa, despedir do Alex que (sortudo!) vai ficar a dormir e sair porta fora atrás do C11! Assim começa o primeiro dia da viagem a Milos.
“A vulcânica Milos é a mais impressionante das Cíclades, com as suas extraordinárias formações rochosas, nascentes quentes e aldeias brancas situadas em falésias.”

22 de Julho, Day I
- Sair de casa às 6h00, metro, comboio para Pireaus, barco para Milos às 7h05
- Chegar a Milos às 11h; desembarcar; alugar carro; procurar o alojamento; ir parar ao sítio errado; encontrar o apartamento certo em Tripiti; pousar malas; vestir bikini; ala para a praia
- Firopotamos de manhã, ao almoço e à tarde; sessão fotográfica nas imediações
- Próxima praia: Plathiena; tempo para um mergulho rápido às 20h30 (nós na Grécia somos buééééé radicais!!) seguido do pôr-do-sol
- Voltar a correr para Tripiti e jantar mesmo por lá uma vez que são quase 23h e o almoço foi uma sandes!!!


Firopotamos

Plathiena

23 de Julho, Day II
- Tentar acordar cedo e desistir logo a seguir; acordar atrasados e sair de casa a voar
- Turismo na vila piscatória de Mandrakia
- Praia em Sarakiniko AKA superfície lunar
- Almoço em Apollonia e duas horitas de praia ali por perto
- Ida a Papafragas e Klima
- Jantar em Plaka, capital de Milos (vila gira, com restaurantes pequeninos, ruas estreitas e lojinhas em todo o lado)
- Subida à igreja: como somos buéééééé radicais (já vos tinha dito..?), subimos ao cimo da igreja que está no cimo do monte que é no cimo de Plaka! Entrada proibida obviamente mas a melhor vista até agora!!



Mandrakia

Sarakiniko

24 de Julho, Day III
- Roteiro turístico: local de descoberta da Vénus de Milo; anfiteatro antigo e catacumbas (fechadas para obras, por sinal)
- Primeira praia: Papafragas (desta vez com máquina!!)
- Segunda praia: Paleohori; almoço refastelados no bar da praia
- Terceira praia: Firiplaka; mergulho rápido e sesta demorada
- Quarta praia: Tsigrado; sessão fotográfica
- Quinta praia: Provatas; lanche na esplanada
- Regresso a Klima e sessão fotográfica com o sol a pôr-se (p-e-r-f-e-i-t-o!!!)
- Jantar em Tripiti


Anfiteatro e Papafragas


Paleohori


Firiplaka

Tsigrado
Provatas
Klima
25 de Julho, Day IV
- Entregar o carro às 11h e arrastarmos-nos Adamas fora com as tralhas às costas
- Visita cultutal ao Milos Mining Museum (exposição extremamente interessante, senhora simpática na recepção que nos guardou as malas e um ar condicionado ainda melhor que a exposição)
- Almoço numa esplanada perto do porto (e abancar lá até que o calor permita que se respire normalmente!)
- Praia de Adamas o resto da tarde (desta vez foi a senhora simpática do turismo que guardou as malitas)
- 3h de voltinhas para escolher o restaurante; jantar e correr para apanhar o barco (às 21h30, supostamente)
- Esperar 2h que o barco chegue
- Partida às 11h30, chegada a Atenas às 3h30
- O metro já fechou, não se avistam autocarros e os táxis estão algures em parte incerta.
- Atravessar o porto de Pireaus de uma ponta à outra, apanhar um táxi, chegar a casa às quatro e tal


Adamas

Caros leitores, temos um dia de pausa em Atenas. Amanhã (ou daqui a bocado) teremos de fazer as malas e mudar de residência uma vez que o nosso anfitrião vai regressar a Portugal. Domingo seguimos para Thessaloniki (Salónica) para conferir como se está a dar o outro C12 em terras gregas.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Roadtrip to Lefkada

Lefkada pertence às Ilhas Jónicas e é uma ilha montanhosa e verdejante, cheia de praias e pequenas vilas. Situa-se a cerca de 390 kms a Oeste de Atenas e encontra-se ligada ao continente por uma ponte.
Dear readers, please fasten your seat belts. Roadtrip to Lefkada is about to begin!!
19 de Julho, Day I
- Encontro em Syntagma (Atenas) às 00h30 (yup, madrugada mesmo)
- Autocarro para o aeroporto, alugar um Peugeot e levar um BMW por engano, arrancar para Lefkada às 3h20
- Apanhar o Alex PSB em Patras às 5h00
- Chegada a Lefkada às 8h e começo do árduo dia de trabalho em Egremni
- Pausa para almoço em Vassiliki, onde ficámos alojados nos apartamentos do Dimitri
- Continuação do trabalho durante a tarde, com mudança de instalações para Porto Katsiki


EGREMNI
PORTO KATSIKI

20 de Julho, Day II
- Regresso a Porto Katsiki para acabar alguns assuntos pendentes
- Visita ao pseudo-Templo de Apolo
- Almoço em Nidri
- Partida em busca da Cascata Perdida
- Final de tarde em Ágios Nikitas a resolver trívias (muito didático)

PORTO KATSIKI


pseudo-TEMPLO DE APOLO


CASCATA

21 de Julho, Day III
- Apanhar o barco em Vassiliki às 10h30
- Paragem em Scorpios (Ilha privada do Onassis) para mergulhos
- Passagem na gruta do submarino Papanikolas
- Almoço em Ithaca
- Paragem de 1h em Kefalonia (volta rápida pelas lojas, assentar numa esplanada a comer iogurte com fruta e mel, tentando sobreviver às abelhas)
- Regresso a Vassiliki
- Partida para Atenas às 19h30 (note-se que fui eu a conduzir até Lefkada Town)
- Jantar pelo caminho, entregar o carro no aeroporto às 2h30, apanhar o X95 para Syntagma e chegar a casa às 4h00

SCORPIOS

GRUTA PAPANIKOLAS
ITHACA

KEFALONIA

Nem vale a pena desapertarem os cintos. O barco para Milos é às 7h05 e temos de sair de casa às 5h45.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Acrópole

Mais um diazinho turístico no Reino de Atenas! O calor é insuportável e andar na rua é um massacre mas há coisas que têm de ser feitas e o dever está acima de tudo. Levando isto em consideração, eu e o C11 enchemo-nos de coragem, apanhamos o metro para Monastiraki e vamos dar a voltinha da praxe pela parte das lojas. Desenganem-se se estão a pensar “coitadinho do rapaz, já foi arrastado para as compras”! Coitadinha é de mim que andei às voltas a tentar encontrar uma loja qualquer xpto onde estampavam t-shirts para o jogador da bola personalizar uma camisola do Panathinaikos! C12 sofreeeee!! A dita camisola ainda demorava algum tempo a ficar pronta e, como compensação pelo meu nobre sacrifício, fomos dar a volta oficial à Acrópole. Ok, ok, reconheço-lhe o esforço! Foi para aí a 100ª vez que ele fez esta visita! A entrada é gratuita para estudantes e aparentemente um cartão de estudante português caducado em Junho de 2007 também é válido!
A primeira área é logo a Ágora (praça pública), rodeada pelos edifícios mais importantes como o teatro, templos, área para comércio e tribunal. Não levem a mal a ignorância, até acredito que aquilo na altura fosse algo bem organizado, mas hoje em dia não passa de um monte de pedregulhos a que eles decidiram dar nomes pomposos. À excepção do Templo de Ephesus, o resto é imperceptível tal é o estado de má conservação. O edifício onde era o mercado foi restaurado recentemente e consegue-se perceber perfeitamente como era antigamente. Há uma grande polémica em Atenas acerca da restauração e recuperação destes monumentos antigos. É verdade que os ditos pedregulhos têm um valor histórico e cultural incalculável mas seria muito mais esclarecedor para quem visita a Acrópole se voltassem a ter o aspecto original. Para que tenham noção, passámos algumas três vezes na zona onde era o tribunal e nem assim conseguimos dar com ele!!
Entretanto a sábia decisão de não fazer turismo em Atenas quando estão 40º à sombra sobrepôs-se à curiosidade e decidimos deixar a subida ao Partenon para outro dia mais fresquinho. Decididamente só vou retomar as visitas culturais lá para Outubro porque antes disso é impossível!!
Recolha da dita camisola, almoço a correr em casa, ida ao porto de Atenas levantar os bilhetes de barco para Milos. Volta a Atenas, passeio não sei bem por onde, descoberta da Ágora Romana, visita à Biblioteca de Adriano (mais uma data de calhaus imperceptíveis) e merecido descanso numa esplanada com vista privilegiada para Lycavittos e para a Acrópole. Os gregos são uns fixes e chego à conclusão que os senhores do comércio em particular têm todos uma pancada jeitosa. Na dita esplanada pedimos ao empregado para nos tirar uma fotografia. Num país normal, ele diria “sim senhor” e a conversa ficava por aí. Na Grécia, ele chama o colega para tirar a dita foto e junta-se a nós!! Enfim, são estes pormenores insignificantes que tornam este país (ou pelo menos Atenas) do mais castiço possível! =)

Monte Lycavittos

3.ª feira, 15 de Julho
Atingindo 277 metros acima do nível do mar, o Monte Lycavittos é a colina mais alta de Atenas e pode ser vista de qualquer ponto da cidade. No cume tem um restaurante, um café, a pequena capela de Agios Geórgios e o Teatro Lykavittos, um recinto ao ar livre onde se realizam espectáculos de música e dança. Reza a lenda que o monte é uma pedra que a Deusa Atena deixou cair sem querer.

Pois foi precisamente esta a ideia peregrina que nós tivemos: subir o monte às 14h com cerca de 45º. A subida pode ser feita toda a pé ou pode-se apanhar o funicular na esquina de Ploutárchou. Obviamente que ao fim de meia hora a subir, o funicular foi a decisão lógica!!
Apesar do calor insuportável e da subida ainda custar um bocado, a vista no topo é algo fora de série! Sendo o ponto mais alto, pode-se avistar Atenas de uma ponta à outra e distinguir alguns dos pontos mais conhecidos como o Antigo Estádio Olímpico, o Zappeion nos Jardins Nacionais, o Templo de Zeus e a Acrópole. A capela de Agios Geórgios acontinua a receber casamentos (deve ser uma coisa gira de se ver: os noivos e respectivos convidados a subir aquilo tudo ou a apanhar o funicular.. Humpf!); o restaurante tem uma vista excelente e preços a condizer; o café convida a sentar um bocadinho e a pedir uma garrafinha de água gelada porque tudo o resto é dos 10€ para cima!

A descer todos os santos ajudam (incluindo o dito S. Jorge da capelinha) e chegámos a Evangelismos num instante! Mesmo a tempo de só nos atrasarmos 20mins para a jantarada de despedida de um dos portugueses do Millennium.

"O Santorinios" foi o restaurante escolhido para mais um jantar de petiscos gregos (lamento mas ainda não vos consigo dizer os nomes mas garanto que é óptimo!), regado com vinho de Santorini. Muita conversa e boa disposição, a acabar num bar em Plateia Exarcheia, o bairro anarquista de Atenas. Ambiente porreiro, contudo. Bebidas ultra-caras. Normal, os anarquistas tratam-se bem ;)

Millennium & Sonae à mesa

Monte Lykavittos - the trailer

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Evzones e Paralia Anavissous

Domingo, 13 de Julho
Manhã tipicamente turística:
Acordar cedinho, ir ver o Render da Guarda ao Parlamento e seguir para a Feira da Ladra em Plaka.
Os Evzones têm umas fatiotas muito próprias e o "ritual" deles é levado muito a sério... Mas só por eles mesmo porque quem está a assistir tem é de se controlar para não rir. Aculturação sim senhora, só que estes rapazes parecem uns astronautas sem Lua!!


Tarde tipicamente domingueira:
Praia!! Esta praia chama-se Anavissous e ainda fica um bocado longe de Atenas. Desta vez houve boleia portanto a viagem fez-se bem, com um santo ar-condicionado a tentar enganar os quarenta e tal graus que faziam lá fora. Praia é praia em todo o lado.. Mas aqui o azul é mesmo diferente =)


Poros

Sábado, 12 de Julho
Poros faz parte das Ilhas Argo-Sarónicas e “deve o seu nome à passagem (poros) de 400 m que a separa de Galatás, no continente. Na verdade, tratam-se de duas ilhas unidas por um passadiço: a verde Kalávria, a norte, e a ilhota vulcânica de Sfairía, a sul, sobre a qual foi edificada a Cidade de Poros.”
O Flying Dolphin parte do porto de Atenas às 9h e demora cerca de 1h a chegar a Poros. Um autocarro leva-nos até à Love Bay, uma das praias mais conhecidas da ilha. Ao chegar, vêem-se umas escadinhas que descem até uma praia não muito grande, rodeada de árvores e com a imensidão da água grega, polvilhada de barcos. A minha primeira ilha – Poros.
Foi um árduo dia a trabalhar para o bronze, com largos intervalos para banhos em água quente e transparente =) Voltamos às 19h e pouco para a Cidade de Poros, em Sfairía, onde petiscamos comida grega numa Taverna virada para o Peloponeso (parte continental). Foram tiradas milhares de fotografias e mesmo assim não basta! As ilhas são mesmo qualquer coisa! Dêem uma olhadela ao slide show e digam que não!!

Poros - the trailer

sábado, 12 de julho de 2008

Glyfada

Excelente dia de dolce fare nienti!
O C11 "obriga-me" a sair de casa para irmos almoçar e sugere uma visita a Glyfada à tarde. Esta história de andar sozinha ainda é um bocado atrofiante mas tudo bem, eu percebo: ele trabalha, eu passeio. Justo!
Glyfada é a zona de praia de Atenas. Se pensarmos em Lisboa, será uma espécie de Estoril. A viagem é feita de tram e demora cerca de 1h mas vale a pena. As praias de jeito são pagas e as outras não são grande coisa mas sempre dá para ir a uma esplanada e passear na avenida das lojas. Desta vez fui armada com a máquina fotográfica portanto posso-vos poupar às minhas longas dissertações e mostrar-vos algumas imagens. Para terminar, jantar num restaurante chinês (até aqui....) e regresso a Atenas de motaaaa!!!

Glyfada - the trailer

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Ligando o Complicódromo

Para que fique escrito, continuo a adorar a Grécia e Atenas e afins. Mas hoje tive as minhas primeiras pseudo-chatices. De manhã deixei-me dormir um bocado e andei a engonhar até serem perto das 15h, hora apropriada para ir à Vodafone (pensei eu) uma vez que já deviam ter voltado de almoço. Erro. À tarde a loja está aberta das 17h30 às 21h. Horário normal, né? Não percebi bem a lógica mas parece que os amigos simplex têm um horário diferente consoante os dias da semana!

Mas a essa altura ainda andava eu cheia de amor pela Grécia e achei que não, não havia problema nenhum, aproveito para dar uma volta por Panormou e vou ao supermercado. O Dia, achei que estava seguro. 2.º Erro. Comprei meia dúzia de coisas básicas e só quando cheguei a casa é que percebi que tinha acertado completamente ao lado. Os iogurtes de "morango" não sabiam a nada; o queijo para barrar parecia iogurte natural; o fiambre afinal era mortadela; até o bolo de chocolate se revelou a coisinha mais seca e desintegrada de sempre!! Safaram-se as bolachitas de fresa! Enfim.. Até achava graça a estas minhas pequenas barracas =)

17h30. Lá vou eu outra vez toda contente para a loja da Vodafone, a achar que em 20 mins tinha os meus problemas de comunicação resolvidos. 3.º Erro. Aliás, este conta como dois: saí de lá 1h30 depois e sem resolver problemas de comunicação nenhuns! A primeira parte corre lindamente: entre inglês e muitos gestos discutimos mensalidades, pagamentos, pacotes e limites de download. Tudo muito bem até ele atingir que eu precisava de factura em nome de uma empresa portuguesa, daquelas de Portugal, das que não têm contribuinte grego e cujo director (vejam lá!) se encontra em Portugal! Aí foi o fim do mundo! Primeiro o director tinha de ir à loja assinar não sei o quê, tinham de registar a empresa na Grécia e pedir um NIF. Depois já era mais simples: ele dá-me um papel, que eu envio para Portugal (por carta, nada dessas modernices digitais), a empresa preenche (acrescento que um dos campos era o nome do pai do director da empresa....), leva à embaixada grega para carimbar, envia-me de volta para eu poder levar à loja da Vodafone e comprar o meu telemovelzinho e a minha plaquinha para net. A esta altura já não havia amor à Grécia para ninguém e eu estava literalmente a passar-me ao vivo e a cores com o homem! Por mais que eu tentasse explicar não havia nada a fazer. Só que como os gregos são complicados mas não deixam de ser porreiros, este decidiu ligar para a central não sei quê para pedir instrucções. Salvação!! Alguém há-de explicar ao amigo que me pode dar a conta, eu pago e peço factura noutro nome. X.º Erro. O caramelo do outro lado ainda era mais prático e, depois de me deixarem 30 mins à seca, chega a solução milagrosa! Afinal não é preciso meter a embaixada ao barulho para eu ter um telemóvel na Grécia pago por uma empresa portuguesa!! Basta:
*Cartão de crédito do Presidente (o n.º ou uma fotocópia não serve)
*Passaporte do Presidente
*Documento da fundação da empresa traduzido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros
*Número de contribuinte (basta o número e pode ser português)
*Declaração das Finanças a atestar que aquele número de contribuinte é válido e pertence à referida empresa

Normal. Quem lucra com isto é a bela da TMN portuguesa porque o roaming está a dar cabo do meu saldo e se deixo de carregar fico incomunicável!! Humpf!

Ενα μοξιτο παρακαλο

Ena Mojito, parakaló!
É um Mojito oh faz favor! Esta foi a minha primeira tentativa de comunicação com um nativo! E não é que a empregada disse que sim, sumiu-se e voltou pouco depois com o dito Mojito! Sucesso, sucesso, sucesso!

Depois de mais uma reunião com o dealer saltitante em Vrilissia, essa bela localidade, fui deixar os meus GoColegas ao aeroporto e ganhei uma viagem de volta a Atenas no X95. Desta vez não havia malas nem cantorias em espanhol mas tive direito a uns 40º de fresquinho o caminho todo. Obviamente calhei ao lado do típico companheiro de banco de autocarro: 3mts de largura por 2mts de barriga, cabelo comprido e ar de mau, a cheirar lindamente! Uma autêntica raridade!
Como diz a nossa Miss Moon in Romenia, ainda não inventaram os chuveiros portáteis e o que era uma ida a casa "para um duche rápido" tornou-se numa estadia tipo "só mais um bocadinho e já saio". Enfim, a Vodafone terá de ficar para amanhã!

Os gregos jantam super tarde; é perfeitamente normal sair de casa às 21h30 para ir ao centro comer qualquer coisa. Ora nem mais nem menos! 22h, 30º e nós numa esplanadia de um restaurante daqueles bem pitorescos a prepararmo-nos para jantar. Honestamente nem sei o que comi! Foi mais à base do "pede o que quiseres, depois logo se vê"! O resultado foi óptimo, se bem que não consigo reproduzir um único nome (grego é mesmo para esquecer!). Pão torrado com uma espécie de molho com alho, patê de azeitonas, bolo de queijo e uma travessa de seafood do melhor (N.B.- tanto quanto sei, tudo o que seja do mar e não seja peixe é automaticamente catalogado de seafood. Gajos práticos estes gregos!). Entre uns pseudo calamares e uns primos dos jaquinzinhos, polvo e camarão panado, os petiscos enchem à séria! Come-se bem sim senhora, come-se mesmo muito bem!

A história do Mojito vem depois quando decidimos ir tomar um cafezinho perto de casa e nos deparamos com uns 3 ou 4 bares apinhados de gente como se fosse 6.ª feira no Bairro Alto! Pessoal dentro dos bares, à porta, nas esplanadas, à volta, trânsito a perder de vista, táxis a passar de 30 em 30 segundos... Incrível! E Panormou é uma zona bem calma, familiar e tal... Lol, né?

E deixei o melhor para o fim... Diz que no sábado vou passar o dia a uma ilha - Porus. Os bilhetes para o barco já estão comprados e tudo, não há volta a dar. O meu primeiro fim-de-semana, a minha primeira ilha. Ah g'anda C11!!!!! =))

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Há quanto tempo é que cá estou?

Os meus GoColegas de Portugal estão cá portanto o dia começa cedo! Sair de casa à pressa e comprar um Frappucino num café qualquer! TODA a gente anda de copinho castanho na mão! Arrancar para Vrilissia a alta velocidade e, ao chegar, agradecer a todos os santinhos o facto de não ter de ir lá todos os dias.. É bem para lá do fim do mundo e não tem nada a não ser prédios velhos!
Depois de percorrer 10 vezes a mesma rua, o taxista lá encontrou o escritório do dealer (sim... as pessoas normais têm orientadores e coordenadores.. Eu tenho um dealer!!). Bastante simpático, fala inglês e saltita alegremente em vez de andar =)
Depois da dita reunião, visita guiada à SKAI (canal de televisao grego)! Esta é a parte fixe do meu trabalho: andar a ver reggies e salas de controlo, estúdios e redacções!

Voltar à civilização (leia-se Atenas) e começar a pensar em almoçar, uma vez que são 17h!!! Ida a Plaka, zona histórica perto da Acrópole. Almoço de 2h30 na primeira esplanada com ventoinhas a borrifar água que conseguimos encontrar! O calor é insuportável!!
Passeio às ruas das lojas à hora de jantar (horários trocados...?). Imaginem um pequeno bairro cheio de ruinhas e ruelas estreitas, com lojas, lojinhas e lojecas por todo o lado.. Um ambiente muita giro, de perder a cabeça e o amor à bolsa do AICEP. Descobri que eles afinal não nos detestam (por outro lado... Nós é que levámos a trepa... hummm...) e até fazem grande festa quando percebem que somos portugueses! Tive direito a um cêntimo grego de boa sorte e saúde enfiado no bolso. O meu colega teve mais sorte: teve direito ao dito cêntimo metido no bolso e mais uma festinha na cara.. Ou esta gente é mesmo muito amistosa ou encontrei o vendedor mais alucinado do mundo (na boa, sempre deu para arranjar um alta desconto!).
Encurtando a história: subida à Acrópole (ou até onde se podia ir àquelas horas), passagem no Anfiteatro de Dionísio (cheio de gente chique para ver um concerto qualquer supê), descida para Plaka novamente e, visto serem 22h, pensar em ir a casa e tal para jantar.

Acontece que isto é a Grécia e, pelo que já percebi, tudo o que é inesperado acontece!! Acabei o meu primeiro dia em Atenas (uma TERÇA feira) numa das discotecas topo daqui: Villa Mercedes. A-L-T-A-M-E-N-T-E!! É daquelas em que pagas o que tens e o que não tens e vais lá para ver e ser visto mas vale a pena! Segundo percebi, os gregos saem muito à noite mas não dançam... "Choque, Muito Choque"!! Tenho pena de não ter fotos para vos mostrar porque aquele sítio é mesmo inacreditável de tão fixe!! O porteiro simpático não nos cobrou entrada mas as meninas do bar assaltaram-nos e nós consentimos! 10€ uma cerveja..? OK... Para compensar (meninos, esta é a parte que eu uso um golpe baixo para vos convencer) estavam umas quantas moças de bikini a dançar em cima dos balcões. E não é que, além de tudo o mais, até dançavam bem..?? Pffff..

A noite acaba comigo e com o C11 às quinhentas da noite a comer pitas gregas numas escadas quaisquer. Por falar em aculturar, acho que até não está a correr nada mal. Neste momento, adoro a Grécia, adoro Atenas, o povo grego é do belo e parece que já cá estou há 1 mês!

Resta-me dar os parabéns aos bravos leitores que aguentaram até aqui. Acreditem.. Isto é a versão resumida do dia =p


Me @ Anfiteatro de Dionísio

terça-feira, 8 de julho de 2008

Sobrevivi!

Sobrevivi!
É a palavra que me vem à cabeça! Eu sei que a Grécia é Europa, zona Euro e mais não sei o quê mas pela viagem mais parece que fui parar ao fim do mundo! Mudo-me de uma ponta da Europa para a outra.
Vôo às 14h30. Chegar atrasada, deixar não sei quantas coisas por fazer, tentar explicar que 8 meses não cabem numa mala de 20 kgs, dar-me por vencida e tratar do excesso de bagagem, despedidas, despedidas e mais despedidas. Revista, porta de embarque 11. Eu + saco gigante a passar por carteira + casaco + portátil + bagagem de mão lá nos arrastamos aeroporto fora.
Escala em Roma, vôo para Atenas. Chegada às 23h30, hora local (mais duas que em Portugal)
Procurar o autocarro X95; comprar bilhete; atafulhar as tralhas; tentar sobreviver à condução do motorista que estava determinado a atirar-nos a todos janela fora (ao som de músicas espanholas cantadas a plenos pulmões por um grupo de criaturas nuestras hermanas); procurar um táxi; esperar pelo C11; rezar para não estar na ponta errada da cidade; pegar nas tralhas e ir alegremente Panormou fora até casa.

Não podia ter tido mais sorte! O acolhimento foi fantástico, a casa é excelente e estou super bem instalada! Até já se fala num fim de semana numa das ilhas.. Por mim parece-me bem!

Ao que parece as primeiras impressões estavam quase todas correctas e acrescento mais umas quantas:
o tabaco é mais barato e pode-se fumar em todo o lado; há uma zona de anarquistas; poucas zonas verdes; as viagens para fora da Grécia são um roubo mas o próprio país dá para eu me entreter nestes 8 meses; já tive de ouvir piadinhas do taxista sobre o Euro2004; os transportes são bons mas estão sempre em greve; a cidade é super segura à noite e pode-se ir a todo o lado; as discotecas fecham às 6h e nas ilhas às 10h (informação do taxista.. Deve ter sido para se redimir do comentário do Euro.......)

Agora sim tenho a certeza que me vou ver grega, literalmente! Não que isto seja difícil, a integração é que é automática!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Vejo-me Grega

Não há volta a dar... As despedidas estão feitas, as malas finalmente fechadas e ansiedade não é decididamente uma causa de morte! Depois de tanto tempo em selecção, depois do Campus, do estágio estrambólico, das jantaradas e cafezadas por tudo e por nada... Depois de estar entusiasmada, querer desistir, pensar que não será assim tão mau e perguntar porque raio é que eu me meto nestas coisas... O dia 7 já espreita. Não há volta a dar, amanhã parto para a Grécia.

Ao que parece não será difícil acostumar-me: são iguais aos portugueses, com qualidades e defeitos dez vezes melhores e piores. Atenas é uma cidade suja, caótica e com trânsito infernal. As míticas ilhas gregas são um paraíso. Os grego recebem-te bem mas tentam-te enganar o mais possível. Há sempre alguém que conhece alguém e que tu tens de conhecer se te queres safar. 30º à noite no Verão. Neva no Inverno. Bebem café gelado (frappe). As praias perto de Atenas são uma treta. As que são mais ou menos são pagas. Vivem para o Verão. A vida nocturna é alucinante. Trabalham pouco e acham-nos stressados. O alfabeto é diferente. A língua é imperceptível e complicada de aprender. Todos falam inglês. Partem pratos nas festas. Bebem Uzo.
A esta hora, na véspera da minha partida, é mais ou menos a informação que tenho do país.

Há quem Rock on London ou Seja do Caril; Cá se fazem Cá se pagam e Heróis de Shaoxing... Eu estou mais com o Delgado: ele está Feito ao Beef; eu Vejo-me Grega.