quinta-feira, 10 de julho de 2008

Ligando o Complicódromo

Para que fique escrito, continuo a adorar a Grécia e Atenas e afins. Mas hoje tive as minhas primeiras pseudo-chatices. De manhã deixei-me dormir um bocado e andei a engonhar até serem perto das 15h, hora apropriada para ir à Vodafone (pensei eu) uma vez que já deviam ter voltado de almoço. Erro. À tarde a loja está aberta das 17h30 às 21h. Horário normal, né? Não percebi bem a lógica mas parece que os amigos simplex têm um horário diferente consoante os dias da semana!

Mas a essa altura ainda andava eu cheia de amor pela Grécia e achei que não, não havia problema nenhum, aproveito para dar uma volta por Panormou e vou ao supermercado. O Dia, achei que estava seguro. 2.º Erro. Comprei meia dúzia de coisas básicas e só quando cheguei a casa é que percebi que tinha acertado completamente ao lado. Os iogurtes de "morango" não sabiam a nada; o queijo para barrar parecia iogurte natural; o fiambre afinal era mortadela; até o bolo de chocolate se revelou a coisinha mais seca e desintegrada de sempre!! Safaram-se as bolachitas de fresa! Enfim.. Até achava graça a estas minhas pequenas barracas =)

17h30. Lá vou eu outra vez toda contente para a loja da Vodafone, a achar que em 20 mins tinha os meus problemas de comunicação resolvidos. 3.º Erro. Aliás, este conta como dois: saí de lá 1h30 depois e sem resolver problemas de comunicação nenhuns! A primeira parte corre lindamente: entre inglês e muitos gestos discutimos mensalidades, pagamentos, pacotes e limites de download. Tudo muito bem até ele atingir que eu precisava de factura em nome de uma empresa portuguesa, daquelas de Portugal, das que não têm contribuinte grego e cujo director (vejam lá!) se encontra em Portugal! Aí foi o fim do mundo! Primeiro o director tinha de ir à loja assinar não sei o quê, tinham de registar a empresa na Grécia e pedir um NIF. Depois já era mais simples: ele dá-me um papel, que eu envio para Portugal (por carta, nada dessas modernices digitais), a empresa preenche (acrescento que um dos campos era o nome do pai do director da empresa....), leva à embaixada grega para carimbar, envia-me de volta para eu poder levar à loja da Vodafone e comprar o meu telemovelzinho e a minha plaquinha para net. A esta altura já não havia amor à Grécia para ninguém e eu estava literalmente a passar-me ao vivo e a cores com o homem! Por mais que eu tentasse explicar não havia nada a fazer. Só que como os gregos são complicados mas não deixam de ser porreiros, este decidiu ligar para a central não sei quê para pedir instrucções. Salvação!! Alguém há-de explicar ao amigo que me pode dar a conta, eu pago e peço factura noutro nome. X.º Erro. O caramelo do outro lado ainda era mais prático e, depois de me deixarem 30 mins à seca, chega a solução milagrosa! Afinal não é preciso meter a embaixada ao barulho para eu ter um telemóvel na Grécia pago por uma empresa portuguesa!! Basta:
*Cartão de crédito do Presidente (o n.º ou uma fotocópia não serve)
*Passaporte do Presidente
*Documento da fundação da empresa traduzido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros
*Número de contribuinte (basta o número e pode ser português)
*Declaração das Finanças a atestar que aquele número de contribuinte é válido e pertence à referida empresa

Normal. Quem lucra com isto é a bela da TMN portuguesa porque o roaming está a dar cabo do meu saldo e se deixo de carregar fico incomunicável!! Humpf!

2 comentários:

Jovem Herói de Shaoxing disse...

Isso é competição cmg?
Tás quase a ganhar com mais peripécias.... :)

Cristal disse...

De modo algum, jovem herói!! Tu bates-me aos pontos! Temos é de encarar estas peripécias de forma positiva e rirmo-nos delas =)